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ABIMAPI e congêneres assinam acordo com Ministério da Saúde para redução de açúcar em produtos industrializados


A Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), juntamente com a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA), Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (ABIR) e a Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos) assinaram ontem, 26 de novembro, um acordo junto ao Ministério da Saúde para a redução de açúcar nos alimentos industrializados. O objetivo é que o setor contribua com a redução do consumo de açúcares pela população brasileira para menos de 10% do total das calorias diárias ingeridas até 2022.

As metas foram calculadas a partir de seis pilares: distribuição dos teores de açúcar; necessidade de redução dos níveis máximos de açúcar; redução de teores de açúcar livre não resultante em aumento no valor energético; percentual de produtos a serem reformulados para redução; redução dos teores de açúcar livre não resultante de adição ou substituição por adoçantes; e consumo de cada produto. A cada dois anos (2020 e 2022) serão avaliados os teores médio e máximo de açúcar dos alimentos que fazem parte do acordo.

No caso dos biscoitos recheados, a indústria precisa alcançar o teor máximo de açúcares de 36,4 g/100g nos próximos dois anos. Em relação aos do tipo maria e maisena, a meta é 25,6 g/100g até o final do ano de 2020 e 22,8 g/100g até o fim de 2022. Isto significa uma redução de até 62,4% do componente em questão.

Já os bolos industrializados simples devem alcançar o teor máximo de açúcares de 34,2 g/100g em dois anos. Os bolos recheados e/ou com cobertura precisarão apresentar 50,0 g/100g até o final do ano de 2020.

Rosquinhas, wafers, biscoitos doces secos e misturas para bolos também fazem parte do acordo.

Há dez anos a ABIMAPI, em parceria com entidades congêneres, vem formalizando com o Ministério da Saúde termos de compromisso que visam a melhoria do valor nutricional dos alimentos. Além disso, a associação mantém seu compromisso em levar informações de qualidade e reforçar conceitos e valores junto aos médicos, nutricionistas e demais profissionais da área da saúde – que orientam a população sobre boas práticas alimentares – com a participação nos principais eventos de saudabilidade do Brasil e da América Latina.

A atenção às questões que envolvem nutrição, saúde e bem-estar é uma tendência mundial. De acordo com a pesquisa global “O que há em nossa comida e em nossa mente”, realizada em 2016, pela consultoria Nielsen, a população está reduzindo o consumo de certos alimentos que não são considerados nutritivos e isso é reflexo de quatro fatores principais: o envelhecimento global; a preocupação com uma alimentação saudável, como forma de evitar doenças crônicas; o entendimento de que os alimentos podem ser remédios, usados para evitar ou lidar com doenças existentes; e, em decorrência de tudo isso, a formação de consumidores mais conscientes.
“Sabemos que precisamos, também, incentivar e orientar o consumidor de forma inteligente, mostrando que os biscoitos e bolos Industrializados não são os vilões da dieta. Além de saborosos, possuem atributos voltados à alimentação saudável e que podem fazer parte de uma alimentação equilibrada, fornecendo os nutrientes necessários”, finaliza Zanão.
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Fonte: ABIMAPI