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Lámen – O que é, de onde vêm e como se popularizou no Brasil



A culinária oriental nunca esteve tão popular no Brasil como hoje. Hoje, o Lámen pode chegar de forma fácil a milhões de brasileiros. Apesar disso, o que poucos sabem é que ela vai muito além do famoso temaki, ou daquelas outras maravilhas que encontramos em um rodízio de japonês.

Primeiramente, muito presente na nossa cultura, o Lámen, se tornou o que conhecemos hoje por miojo instantâneo. Apesar disso, o prato vai muito além disso, e sua história e riqueza gastronômica devem ser compartilhadas.

Nesta matéria vamos te contar um pouco sobre a origem do lámen e como ele se popularizou. Além, claro, de mostrar aquela receita prática, rápida e muito saborosa, a qual vai te fazer repensar se miojo vale a pena.

De onde vêm o Lámen?

Primeiramente, o Lámen vem da China.  Embora tenha sido incorporado à culinária japonesa há um bom tempo, ele é um prato chinês. A fim de entender melhor como isso aconteceu, é importante olharmos para a história.

Segundo fontes históricas, o primeiro japonês a provar o prato foi certamente Mitsukuni Tokugawa, um grande senhor feudal, em 1665. Apesar disso, não foi nesse período que Lámen se popularizou no Japão.

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Primeiramente, em 1872,  quando se iniciou a Era Meiji, ocorreu a abertura dos portos japoneses e, consequentemente, o comércio exterior ganhou força. Essa mudança de cenário, proporcionou a instauração do primeiro bairro chinês no Japão, o Chuukagai, na cidade do porto Yokohama, no ano de 1872.

Além disso, foi nesse bairro que nasceram os primeiros restaurantes chineses em território japonês. Eles foram fundamentais para popularização do lámen, que ficou conhecido como “chuuka soba” ou “china soba”.

Por fim, mais tarde, em 1899, ocorreu um tratado entre os dois países. No qual, facilitou a locomoção desses povos. E proporcionou que os chineses vendessem o china soba em barracas de rua.

Logo em seguida, no período pós Segunda Guerra Mundial, os japoneses que estavam refugiados na China retornaram para o seu país de origem, já com hábitos chineses instaurados no seu dia a dia. E através deles, a culinária chinesa e o lámen foram se tornando cada vez mais populares.

Isso se deve, porque esse prato, além de muito prático e saboroso, também cabia no bolso da população, em um momento que o país estava se reconstruindo de uma guerra. Faz sentido, o prato ter se tornado tão querido por todos.

Qual brasileiro que nunca comeu o famoso Nissin?

Temos certeza que essa pergunta é muito complicada de ser respondida. Tendo em vista, que esse alimento é um dos mais famosos no nosso país. Conhecido como miojo, o Nissin Chicken Ramen, foi o primeiro lámen instantâneo existente no mercado. Lançado pela Nissin Alimentos em 1958, ele fez com que o nome lámen descarta-se o termo china soba das ruas.

Primordialmente, ele foi considerado a maior invenção japonesa do século XX. Além de que, através da sua industrialização, o lámen se tornou possível de ser cozido em apenas três minutos. Em território brasileiro, esse produto chegou em 1965. Sendo produzido e comercializado em São Paulo, com a marca Miojo.

Além disso, no começo da década de 70, a Nissin lança outra especiaria. O Cup Noodles, que é o nosso macarrão instantâneo em copo. Ele facilita a nossa vida até hoje, sendo preparado na própria embalagem, necessitando apenas de água quente.

Como ele é composto?

Em suma, o lámen possui três ingredientes base. O macarrão, o caldo e as guarnições. Juntos, eles permitem centenas de variações dependendo do seu paladar.

Começando pelo caldo, existem quatro principais opções de sabor. Shoyu, Shio (sal), missô e o tonkotsu, que é feito utilizando o osso do porco. Desses, o mais antigo e tradicional é o Shio, ele é produzido a base de ossos de frango.

Os caldos podem ser os Kotteri ou os Assari, os primeiros são aqueles mais grossos e com bastante gordura e proteína, e levam um tempo a mais de cozimento. Já os Assari, são os caldos mais leves e bem fininhos, geralmente são compostos por algas, legumes e peixes.

Bateu aquela fome, e agora? Como faço o lámen?

A principio, para o preparo, utilize os elementos do seu desejo, adicione água e alguns temperos como cebola, alho, gengibre e até aqueles tabletes de sabor industrializado. Logo após, ferva e tire a primeira espuma produzida. Por último, deixe cozinhar por umas cinco horas.

Em seguida, ocorre o preparo do macarrão. Há três tipos que podem ser utilizados, o kansômen (desidratado), o namamen (fresco), e o instant ramen (instantâneo). O primeiro é o mais comum para o preparo em casa, ele dura um bom tempo quando conservado. Em segundo lugar, o fresco é mais visto em restaurantes onde a tendência é ele ser consumido mais rápido.

Além disso, o formato do macarrão também faz diferença. Ele pode ser liso ou crespo, fino ou grosso. Geralmente, se a massa for fina e lisa, ela se dará melhor com um caldo mais encorpado, porque retém menos líquido. Já, se o macarrão for crespo, ele deve ser posto em caldos mais leves por absorver melhor o sabor.

Por fim, mas não menos importante, a guarnição. Conforme sabemos, ela é qualquer acompanhamento que pode ser servido com o lámen. Desde legumes até carnes, e dentre os mais famosos são a carne de porco, frango, ovo, e algas no geral.

Fonte: Notícias R7 | Postado em: 27/02/2020