13AGO

ABIMAPI Entrevista - Hélio Chiang - Bifum Brasil Alimentos



Hélio Chiang, diretor superintendente da Bifum, contou para a ABIMAPI os desafios enfrentados pela a empresa no ano de 2020 frente a pandemia com um panorama do mercado interno e internacional e abordou a retomada nos níveis de consumo para reaquecer o negócio. Confira:

Resumidamente, qual a história da Bifum?

A história do macarrão de arroz Bifum começou em 1962 quando meus avós saíram de Taiwan rumo ao Brasil e trouxeram junto com a bagagem as primeiras máquinas de fabricar macarrão de arroz no país. Em 1999 começamos a enxergar uma oportunidade de mostrar aos consumidores brasileiros que o macarrão de arroz poderia fazer parte da alimentação diária.

A primeira receita que divulgamos foi a salada oriental, um prato que a minha mãe fazia. Para adaptar ao paladar brasileiro, criamos pratos com ingredientes brasileiros, foi assim que nasceram as receitas de saladas de Bifum e popularizamos o macarrão de arroz.

Como está sendo 2020 para a Bifum?

2020 está sendo desafiador. Até março a empresa vinha atingindo os resultados esperados, mas, entre abril e maio, início do isolamento, tivemos uma queda de vendas de aproximadamente 35%.

As vendas voltaram a crescer no início de junho; creio que as pessoas começaram a cozinhar mais em casa e nesse ponto o macarrão Bifum se beneficiou.

O problema é que estamos trabalhando com uma redução aproximada de 20% para garantir os protocolos de segurança para nossos colaboradores e a demanda continua aumentando.

Nossa produção é artesanal, não dá para simplesmente deixar uma máquina funcionando e substituindo operadores, por isso a saúde deles é nossa prioridade.

Pandemia e recessão estimulam o hábito de cozinhar em casa. Aproveitando este cenário, a Bifum vê a oportunidade de promover o consumo do macarrão de arroz? Quais as iniciativas feitas neste sentido?

O macarrão Bifum combina bastante com o hábito de cozinhar em casa, então intensificamos a divulgação das nossas receitas nas redes sociais, temos um banco de dados com muitas opções de pratos, mostrando para os nossos consumidores várias formas de preparar o macarrão de arroz Bifum, desde uma receita bem elaborada até a mais simples.

A pandemia trouxe algum impacto nas questões trabalhistas? Houve redução do quadro de funcionários ou contratações?

Não tivemos mudança alguma quanto a isso, continuamos exatamente com o mesmo quadro de funcionários.

A empresa utilizou alguma medida do governo de proteção ao emprego e renda? Redução de salários e jornada ou suspensão de contratos de trabalho?

O único recurso que utilizamos foi no mês de julho com o financiamento da folha de pagamento.

Falando sobre exportação, como começaram, como está sendo a caminhada e o que esperam para o futuro? 

O sonho de exportar começou em 2013 e fizemos nossa primeira exportação em 2017 para a China.

O suporte da ABIMAPI em parceria com a Apex-Brasil foi fundamental e continua sendo essencial; pois estamos apoiados por profissionais competentes.

Hoje, além da China, estamos comemorando a segunda carga enviada para o Canadá.

Para o futuro temos conversado com potenciais clientes em todo mundo, mas por conta da pandemia agora são todas via vídeo conferência, estamos em adaptação. Acredito que as indústrias de alimentos brasileiras podem se beneficiar desse momento, pois temos qualidade e segurança para oferecer a todos.

Como você enxerga a Bifum daqui a 20 anos? Quais são os próximos desafios?

A primeira é conquistar o mercado da alimentação saudável, tornando a marca Bifum referência no segmento, sabemos que a alimentação saudável é e continuará sendo uma tendência de consumo. A segunda é internacionalizar a marca Bifum, vamos continuar buscando novos clientes no exterior.

(Foto: Fabiano Accorsi)

Fonte: ABIMAPI | Postado em: 13/08/2020