17MAR

ABIMAPI entrevista Erico Milani, CEO da Vapza Alimentos



1. Como foi 2020 para a Vapza em relação aos desafios impostos pela pandemia?

2020 foi um ano em que foi necessário nos adaptar rapidamente, nos superamos e fechamos o ano com o saldo muito positivo. Tivemos o crescimento de 10% em relação ao ano anterior. Esse resultado reflete na mudança de comportamento do consumidor que está cada vez mais atento ao que consome, buscando opções mais saudáveis, práticas e que assegure a segurança na produção, vindo de encontro com o que entregamos para o mercado.
Com essa alta da demanda, realizamos mais contratações em nossa fábrica e tivemos que buscar mais fornecedores das matérias-primas para conseguir entregar os produtos para os clientes e consumidores. Com as restrições de horários e lockdown, tanto clientes como consumidores precisaram ficar em casa e buscaram realizar suas compras on-line, devido a esse momento, tivemos um aumento de 47% comparado à 2019.

2. Quais os desafios para 2021? A empresa planeja crescimento? O que está fazendo para colocar esse planejamento em prática?

Os nossos desafios desse ano são aumentar a nossa distribuição e presença em regiões foco, aumentar o faturamento do nosso e-commerce para 20% e consolidar a Vapza como referência em alimentação saudável, prática e segura. No todo, planejamos o crescimento de 15%. Para alcançarmos esses resultados, firmamos parceria com os parceiros estratégicos nas regiões foco, estamos disponibilizando produtos Food Service no nosso e-commerce para clientes e consumidores e estamos investindo na capacitação da nossa equipe interna.

3. Como avalia a retomada do consumo neste ano?

Acredito que com a vacina, o consumo será mais aquecido. Porém o consumidor viu o benefício das suas escolhas e continuará sendo mais criterioso, escolhendo opções que sejam mais práticas, saudáveis e com melhores ingredientes para fazer parte do seu dia a dia.

4. Como avaliam o perfil do novo consumidor?

Os consumidores têm revelado um novo olhar para a forma de escolher e preparar alimentos dentro de casa. Apesar da tendência da alimentação saudável já vir em uma crescente, a pandemia consolidou esse comportamento. O novo consumidor aprendeu a cozinhar e gostou, mas ao mesmo tempo possui uma rotina corrida, ele procura por praticidade, saudabilidade e qualidade, dessa maneira, vai procurar produtos que atendam esses requisitos e comprará online, seja pelo e-commerce, aplicativos de entrega ou até mesmo pelo WhatsApp.

5. O que o “novo normal” pode trazer de mudanças em estratégias em relação ao ponto de venda e e-commerce da empresa?

No “novo normal”, desde o ponto de venda até o e-commerce, a estratégia maior é o foco cada vez mais na experiência do cliente, isso que definirá a fidelização dele.
O Omnichannel que era uma tendência no Brasil, já está se tornando cada vez mais necessária e aplicada para alavancar as vendas através da integração dos canais (ponto de venda físico e e-commerce). Além do mix e preço, o consumidor busca além da praticidade, a entrega da promessa do produto e atendimento personalizado. No nosso caso, o e-commerce possui diversos canais de contato (chat, e-mail e whats), dessa forma, o cliente pode escolher o canal que mais se sente confortável e pode tirar as suas dúvidas de maneira instantânea com o nosso time. Fechamos parcerias com os aplicativos de entrega, em que conseguimos focar dentro dos perfis dos nossos clientes com nosso mix cadastrado com anúncios. Investimos em materiais de PDV para ressaltar os nossos diferenciais e colocamos o QR Code para que o consumidor tenha acesso aos materiais exclusivos sobre como o produto é feito, sendo um grande aliado nesse momento que não podemos fazer a degustação. A integração agrega na experiência para o consumidor e muitas vezes se torna o diferencial em relação aos concorrentes.

6. Quais estratégias já colocaram em prática em relação a fusão do varejo físico e online?

Estar no ambiente digital fortaleceu o nosso relacionamento diretamente com o consumidor e nos auxiliou na entrada com maior intensidade no B2B em regiões onde não tínhamos distribuição. Com a pandemia, os consumidores passaram a valorizar o momento na cozinha e buscaram aprender novas receitas e se aperfeiçoar, sendo assim, fechamos parcerias com renomados chefs de cozinha para que pudéssemos oferecer receitas fáceis, saudáveis e gostosas para o pessoal fazer em casa. Fizemos lives onde os consumidores cozinhavam junto com o chef e tiravam as suas dúvidas em tempo real e disponibilizamos cookbooks para os clientes inovarem em suas cozinhas.

7. Como trabalham e enxergam oportunidades no mercado externo?

A Vapza vem a bastante tempo se preparando para atender da melhor maneira possível o mercado externo. Hoje a empresa está habilitada a exportar para praticamente todos os países, sendo certificada pelo Ministério da Agricultura para exportação de carnes, possui habilitação FDA, USDA selo BRC food safety.

A empresa participa constantemente de rodadas de negócios, eventos, feiras internacionais e vê o mercado externo como grande oportunidade para o crescimento da indústria. Como o nosso portfólio atende as normas mais exigidas pelos países e tem as características que o consumidor procura como a praticidade, saudabilidade e segurança alimentar, o mercado externo para nós está aquecido e sabemos das oportunidades que temos de expansão para outros países.

Fonte: Assessoria de Imprensa ABIMAPI | Postado em: 17/03/2021