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Especialistas analisam o atual cenário econômico e político do Brasil durante a abertura do 16º Congresso Internacional das Indústrias

Foz do Iguaçu, 05 de abril de 2018 - As perspectivas para a economia brasileira e mundial foi tema da palestra inaugural do 16º Congresso Internacional das Indústrias, que começou hoje (05 de abril), na cidade de Foz do Iguaçu, Paraná. O evento é promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI) em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e derivados (ABICAB).

De acordo com o economista Alexandre Mendonça de Barros, depois de trimestres consecutivos de queda, o PIB voltou a crescer, fato que projeta um crescimento razoável para as empresas ligadas ao agronegócio. “Para 2018, a principal mensagem é que a recuperação está vindo, os juros estão caindo, a inflação está baixa, o desemprego está em queda e provavelmente teremos uma recuperação no consumo, reflexo de um momento bom da economia”, diz.

Logo em seguida, foi a vez do comentarista de política e assuntos internacionais Demétrio Magnoli dar o seu parecer sobre o cenário político no Brasil e no mundo. Segundo o especialista, fala-se muito em crise e de fato passamos por uma das maiores depressões econômicas da história do Brasil. “É importante procurar entender esta questão não nos sentidos conjunturais, mas por meio do ponto de vista histórico, de longo prazo”. “Estamos vivendo um momento crucial que vem esgotando a nova república [o sistema de regulação política”, pontua.

“O sistema de regulação política que se estabeleceu no final da ditadura militar, consagrado na Constituição de 1968, é o que se encontra em crise. Ele foi baseado em dois pactos que se autodestruíram nos últimos anos: um político e outro social, que se consolidaram embasados em hiperinflação, aumento da tributação e da dívida pública, além da lacuna na formação do estado brasileiro”, explica. Magnoli conclui que o que acabou foi esta ‘nova república’ e que é preciso reconstruir novos pactos social e político.

O Congresso reúne representantes de empresas nacionais e internacionais e tem como principal objetivo contribuir para o fortalecimento e crescimento das categorias de alimentos. Durante três dias, serão discutidos assuntos de interesse do setor e disseminadas boas práticas.