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Debates sobre inovação e comunicação marcam o último dia do 16º Congresso Internacional da ABIMAPI

Foz do Iguaçu, 07 de abril de 2017 – O último dia de programação do 16º Congresso Internacional das Indústrias reuniu profissionais para discutir temas relacionados à Inovação e Comunicação.

No 4º bloco de palestras do evento, Maurício Morgado, doutor em Administração e especialista em varejo e serviços, apresentou algumas tendências de Varejo e Consumo, verificadas em todo o mundo. Com exemplos claros de iniciativas que já estão em prática, Morgado mostrou de que forma a tecnologia existente hoje pode ser utilizada para facilitar o varejo. “O grande desafio do varejo hoje é integrar o offline e o online, oferecendo facilidade, mas sem esquecer da experiência. As tendências passam ao mesmo tempo pela adoção de tecnologia de ponta em todo o processo de compra e venda, personalização, mas também pela necessidade de um posicionamento claro da marca e de pessoas com conhecimento do produto”, comenta o administrador.

Em um mundo no qual o consumo está se transformando, o processo tradicional de compra já mudou. Antes a pessoa sabia que queria, decidia, comprava, avaliava e retornava. Hoje, este processo pode começar no mundo online, passar pela loja física, ser influenciado pelas mídias sociais e ter a venda efetivada num dispositivo móvel. “Não podemos deixar de discutir o papel e como deve ser a loja física, mas é importante destacar que agora o consumidor é bastante influenciado pelo caminho, por diversos meios”, destaca.

Em seguida foi a vez de Manoel Alves Lima debater as questões que envolvem as estratégias de inovação para o varejo. Manoel explica que no cenário corporativo, a inovação é definida como criatividade aplicada de maneira estratégica, com objetivos claros, baseada em dados e informações específicas para melhorar as condições do negócio. No mundo em que há um processo acelerado de transformações, inovar é absolutamente necessário.

“Inovar significa fazer diferente. É muito mais do que promover ajustes ou melhorias incrementais. É um processo que envolve riscos”, pontua.

De acordo com o especialista, os pequenos formatos (modo de aumentar a capilaridade das redes, tão necessária para aproximá-las do consumidor), as marcas próprias e os produtos sem marca (sustentabilidade e originalidade “do meu jeito, com o meu toque”), bem como a integração dos canais físico e digital a serviço do consumidor, o conceito de gourmetização e a estratégia de envolver emocionalmente o público, usando a loja como plataforma de comunicação (por meio de storytelling), e, por fim, o propósito da marca, são as principais tendências de inovação no varejo.

O publicitário Walter Longo finalizou a série de palestras do 16º Congresso Internacional das Indústrias. Com o tema “Gestão na era pós-digital”, trouxe à discussão o choque de realidade com as novas tecnologias que transformaram completamente a forma com que as marcas lidam com seus públicos.

“Gestão é dividir nosso tempo sabiamente entre pendência e tendência. Vivemos num momento onde nossos negócios apresentam margens decrescentes e complexidade crescente. A era digital foi marcada por um choque de nova realidade que alterou todas as premissas de vida”, explica.

O digital não é mais novidade e faz parte da vida de todos. De acordo com o publicitário, passamos a viver em um meio em que não precisamos mais de armas digitais, mas sim, de uma alma digital. Desta forma, apresentou os três pilares de tendências da era pós-digital: efemeridade, mutualidade e tensionalidade. “As relações estão cada vez mais efêmeras, o consumidor quer liberdade para mudar o rumo de suas vidas, bem como a sua relação com os produtos, o que exige das empresas capacidade de adaptação, flexibilidade e velocidade. A tecnologia, por sua vez, com a internet das coisas, o big data, abrem perspectivas para ampliar a eficácia dos profissionais de qualquer setor. É preciso liderar um processo de comunhão dos dados para geração de informações relevantes para todos, cabendo às marcas o desafio de criar insights para cada negócio. Por fim, as marcas precisam de certa dose de tensão para que sejam percebidas por todos, em detrimento de um posicionamento único e embasado”, explicou Longo.

O Congresso reuniu representantes de empresas nacionais e internacionais e teve como principal objetivo contribuir para o fortalecimento e crescimento das categorias de alimentos. Durante três dias, foram discutidos assuntos de interesse do setor e disseminadas boas práticas. Saiba mais sobre a programação do primeiro e do segundo dia do evento.