25/5 – Dia da Indústria: inovação tecnológica e relevância estratégica do setor de alimentos na economia nacional

Indústria Abimapi espera manter crescimento acima de 3% em 2026; marcas investem em inovação de produtos e novas tecnologias para manter competitividade

A indústria brasileira representa 23,4% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A indústria de biscoitos, massas alimentícias e pães e bolos industrializados, representada pela Abimapi e seus mais de 110 associados que detêm cerca de 80% do setor – cresceu 3,2% em 2025 e encerrou o ano com um faturamento de R$ 70,5 bilhões, de acordo com dados NielsenIQ, elaborados pela entidade. As expectativas para 2026 são positivas, com um crescimento estável em torno  de  3%, sustentado por investimento e inovação, tanto nos produtos quanto na infraestrutura fabril.

Para Claudio Zanão, presidente-executivo da Abimapi, “o Dia da Indústria é uma data para celebrar a resiliência e a capacidade transformadora das empresas brasileiras. Na associação, temos o compromisso de fomentar um ambiente de crescimento e modernização. Nossa indústria não apenas representa uma parcela significativa do PIB, mas é também um motor de inovação tecnológica e geração de empregos. Estamos orgulhosos de ver nossos associados liderando o mercado com soluções que unem nutrição e praticidade, refletindo o novo momento do consumo global”. A força do setor se materializa em investimentos constantes em automação, pesquisa e infraestrutura, como demonstram os recentes avanços de grandes players do mercado.

Um exemplo de alta tecnologia aplicada ao valor agregado vem da Arcor, que produz em Bragança Paulista (SP) o Bon o Bon Biscuit. O produto é o único no mercado brasileiro com formato redondo composto por três camadas (biscoito, recheio e cobertura). A fabricação utiliza maquinário europeu e nacional que permite a aplicação simultânea de recheio e chocolate, garantindo a singularidade da peça antes de seguir para um processo de embalagem flowpack de alta hermeticidade. “A linha de produtos de Bon o Bon Biscuit, expandida neste ano, já registra muita procura no mercado e isso é resultado de um trabalho intenso das áreas de P&D e marketing, além de investimentos em inovação e automação na nossa fábrica. Seus diferenciais permitem mantermos a relevância da marca, que é líder na América Latina, em um ambiente cada vez mais competitivo e atento à diversificação de experiências”, declara Matias Torterolo, gerente de marketing de biscoitos da Arcor do Brasil.

No mesmo campo da inovação, a M. Dias Branco revolucionou o segmento de massas instantâneas com sua tecnologia “Zero Fritura” para as marcas Adria e Isabela. Utilizando um processo exclusivo adquirido na Ásia — que funciona de forma similar a uma Air Fryer ao pré-cozinhar a massa apenas com ar quente — a companhia eliminou a gordura vegetal e reduziu em 25% o teor de sódio dos produtos. Com o olhar voltado para o futuro, a marca já prepara edições especiais para o campeonato mundial de futebol de 2026, com sabores inspirados no Brasil, México e Argentina. “A indústria segue atenta aos novos hábitos e preferências dos consumidores brasileiros. O Lámen Zero Fritura Copa do Mundo reforça nossa dedicação em ampliar o portfólio com opções para diferentes épocas do ano e ocasiões de consumo, unindo inovação, qualidade, praticidade e sabor”, comenta Anna Carolina Teixeira, Diretora Executiva de Marketing da M. Dias Branco.

A expansão da capacidade produtiva e a modernização fabril também demonstram o crescimento da indústria no país. A J. Macêdo empresa inaugurou recentemente o Parque Industrial Roberto Proença de Macêdo, em Horizonte (CE), fruto de um investimento de R$ 300 milhões. Considerada a indústria de massas mais moderna das Américas, a unidade tem capacidade para produzir 100 mil toneladas de massas e 12 mil toneladas de misturas para bolos por ano e vai gerar aproximadamente 200 empregos diretos e indiretos em cada planta. Segundo Irineu José Pedrollo, diretor-presidente da J.Macêdo, o projeto também adota as melhores práticas de gestão ambiental, aplicadas desde a construção até a operação. Com foco em eficiência energética e no uso racional da água, a unidade se consolida como uma indústria limpa, com meta de zero resíduo destinado ao aterro. “A instalação dos dois novos complexos reforça o compromisso da empresa com a excelência em qualidade, sustentando nossa estratégia de crescimento. Agregamos entre 30 e 35% de capacidade na produção de massas, misturas, moagem, armazenagem de grãos e capacidade de CD’s- Centros de Distribuição.”

Já a Nagase Viita, pertence ao Grupo NAGASE, possui o Centro de Bioinovação, dedicado à pesquisa e avaliação de oportunidades para enfrentar questões sociais e ambientais e recebeu a classificação Platinum pela terceira vez consecutiva, em uma pesquisa de sustentabilidade realizada pela EcoVadis que analisa meio ambiente, trabalho e direitos humanos, ética e compras sustentáveis. A classificação Platinum é a mais alta, concedida apenas a empresas que pontuam no 1% superior de todas as empresas elegíveis. “O Grupo Nagase vem se dedicando muito ao tema ESG (Ambiental, Social e Governança). É de extrema importância para o grupo estarmos alinhados com as boas práticas do mercado. A obtenção pela terceira vez consecutiva da medalha Platinum EcoVadis, pela Nagase Viita, mostra o quanto estamos focados neste tema. Nós da Nagase temos a missão de contribuir para o bem-estar das pessoas e do planeta, resolvendo desafios enfrentados por nossos clientes e pela sociedade por meio de nossos materiais”, afirmou Yusuke Shoji, Diretor-Presidente da Nagase do Brasil.

Sobre a Abimapi

Uma das maiores associações alimentícias do país, a Abimapi representa mais de 110 empresas que detêm cerca de 80% do setor e geram mais de 260 mil empregos diretos. No Brasil, os produtos estão presentes em 100% dos lares brasileiros. Sua missão é fortalecer e consolidar as categorias de biscoitos, massas, pães e bolos industrializados nos cenários nacional e internacional.

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