O mercado brasileiro de panetones movimentou R$ 1,36 bilhão entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, alta de 3,5% em faturamento ante igual período anterior. Já as exportações do produto avançaram 42,6% de janeiro a julho de 2026, somando US$ 6,7 milhões, informou a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), em nota divulgada nesta segunda-feira.
No mercado interno, pesquisa encomendada à Worldpanel by Numerator aponta que o setor registrou aumento de R$ 45,8 milhões entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, apesar do recuo de 3,4% no volume vendido, que totalizou 50 mil toneladas. A penetração do produto chegou a 63% dos lares no País, com 33,1% do volume total destinado a presentes.
O segmento de panetones recheados teve alta de 4,5% em volume, com destaque para o Estado de São Paulo e para as regiões Norte, Nordeste e Sul. A embalagem tradicional de 400 g representou 64,2% das vendas, enquanto os formatos de 601 g a 1 kg alcançaram 18,5% de participação. O consumo concentrou-se no público acima de 50 anos (41,7% do volume), em lares de três a quatro pessoas (49,2%) e na classe C (48,6%). A fidelidade às 20 principais marcas foi de 83,8%.
Nas vendas externas, dados do Comex Stat, sistema da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pela Abimapi, mostram que o volume exportado entre janeiro e julho de 2026 subiu 63,6%, para 1,8 mil toneladas. O resultado refletiu a antecipação de embarques para junho e julho diante de taxas alfandegárias aplicadas pelos Estados Unidos, principal destino do produto brasileiro.
De janeiro a julho, as vendas para os Estados Unidos somaram US$ 4,3 milhões, equivalentes a 1,3 milhão de quilos. Segundo o diretor internacional da Abimapi, Rodrigo Iglesias, a antecipação buscou garantir competitividade ao abastecer estoques norte-americanos. Ainda assim, a entidade projeta alta de cerca de 5% no volume total exportado ao mundo ao fim de 2026, em relação a 2025.
Nos sete primeiros meses de 2026, o Brasil exportou panetones para 33 países por meio do projeto Amazing Foods Brazil, desenvolvido em parceria com a ApexBrasil. O Japão foi o segundo principal destino no período, com US$ 800 mil (200 toneladas).